A inserção de imigrantes congoleses nas relações de trabalho no Rio de Janeiro

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Ricardo Rezende Figueira
Sarah Mbuyamba Masengu

Abstract

Há uma migração congolesa no Rio de Janeiro, mas o que se passa com eles na sua inserção no mundo do trabalho? Como viviam antes no Congo e como eles próprios compreenderam sua situação no Brasil e como a compreenderam autoridades do então Ministério do Trabalho e estudiosos do tema? Houve trabalho análogo a escravo em seus relatos? Responder estas questões foi o objetivo principal da pesquisa e do texto.

Article Details

How to Cite
Figueira, R., & Masengu, S. (2020). A inserção de imigrantes congoleses nas relações de trabalho no Rio de Janeiro. Brasiliana: Journal for Brazilian Studies, 9(1), 521-542. https://doi.org/10.25160/bjbs.v9i1.120438
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General Articles
Author Biographies

Ricardo Rezende Figueira, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Doutor em Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003), fez pós-doutorado no "Instituto de Derechos Humanos ´Bartolomé de las Casas`" da Universidad Carlos III, de Madrid, Espanha, em 2010. Coordenador do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos - NEPP-DH/ CFCH/UFRJ, líder do mesmo Grupo de Pesquisa no CNPQ, Professor Adjunto 4 do Departamento de Métodos e Técnicas da Escola de Serviço Social da UFRJ e Coordenador de Pesquisa do NEPP-DH. Atua como pesquisador nos temas: Trabalho Escravo por Dívida, Amazônia, Migração e Violência. Recebeu os prêmios "Jabuti" e "Casa de las Americas" pelo livro "Pisando fora da própria sombra: a escravidão por dívida no Brasil contemporâneo" e a Premiação Editorial 2012, da EdUFMT por "obra organizada" com Adonia A. Prado, pelo livro "Olhares sobre a escravidão contemporânea: novas contribuições críticas".

Sarah Mbuyamba Masengu

Congolesa, Mestre em Políticas Públicas em Direitos Humanos pela UFRJ. Participou como pesquisadora do GPTEC de Jan. de 2018 a Dez. de 2019.

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