O mito de Caliban na interpretação do Brasil Acerca do americanismo na República Velha Brasileira

Authors

  • Maria Bernadete Ramos Flores

DOI:

https://doi.org/10.7146/dl.v6i11.113638

Keywords:

Caliban, americanismo, Brasileira

Abstract

O mito de Caliban na interpretação do Brasil
Acerca do americanismo na República Velha Brasileira

References

A autora é Professora Titular do Depto. de História da Universidade Federal de Santa Catarina/Brasil e Pesquisadora do CNPq. O artigo contou com a colaboração em pesquisa da bacharelanda Beatriz D’Agostin Donadel, com Bolsa PIBIC/CNPq.
2 VAUGHAN, Alden T. e VAUGHAN, Virgínia M. Shakespeare’s Caliban. A Cultural History. Cambrige: University Press, 1991. p. X (tradução livre)
3 FLEISCHMANN, Ulrich. e ZIEBEL-WENDT, Zinka. Os descendentes dos canibais: o destino de uma metáfora no Brasil e no Caribe. In: CHIAPPINI, Lígia e BRESCIANI, M. Stella. Literatura e cultura no Brasil. Identidades e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2002, pp. 99-106. p. 103-104.
4 RETAMAR, Roberto Fernández. “Caliban, quinhentos años más tarde”. La Havana, agosto-setembro de 1999. ". In: Todo Caliban. Bogotá: ISLA, 2005. Disponível em <http://www.lajiribilla.cu/pdf/caliban3.pdf> Acesso em março de 2005.
5 RODÓ, José Enrique. Ariel. 1900. In: VACCARO, Alberto José. Obras Completas de José Enrique Rodó. Buenos Aires: Antônio Zamora, 1948, pp. 162-210.
6 Ver: FLORES, Maria B. R. A intimidade luso-brasileira. In: FLORES, M., SERPA, E. e PAULO, H.(Org.) O Beijo através do Atlântico. O lugar do Brasil no Panlusitanismo. Chapecó/SC: Argos, 2000, pp. 357-422.
7 VAUGHAN, A. T. e VAUGHAN, V. M, op. cit., p.120.
8 RETAMAR, Roberto Fernández. Caliban e outros ensaios. Trad. Maria Elena Matte Hiriart e Emir Sader. São Paulo: Busca Vida, 198. pp. 21-22.
9 Idem, p.17.
10 Idem, pp. 18-20
11 Idem, p. 24.
12 Cf. SANTOS, Fábio Muruci. A querela dos heróis: liderança política e ethos americano em Oliveira Lima e José Enrique Rodó. História. São Paulo, 22 (2): 79-98, 2003. p. 80.
13 MARTÍ, José. Nuestra América. La Revista de Nueva Yook, 10 de enero de 1891. In: Política de Nuestra América. 6 ª ed. Mexico: Siglo XXI editores s.a., 1989. pp. 37-44.
14 RODÓ, op. cit., p 159.
15 HERSCHMANN, Micael M. e PEREIRA, Carlos A. M. A Invenção do Brasil Moderno. Medicina, educação e engenharia nos anos 20-30. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. p. 15-16.
16 RANCIÈRE, Jacques. Política da escrita. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1995. p. 7.
17 CERTEAU, Michel. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense, 1982. pp. 8-9.
18 RAMA, Angel. A Cidade das Letras. Trad. Emir Sader. São Paulo: Brasiliense, 1985.
19 Idem, pp. 102-104.
20 Idem, p.82.
21 Ver: OLIVEIRA, Lúcia Lippi. Americanos. Representações da identidade nacional no Brasil e nos EUA. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.
22 BANDEIRA, Moniz. Presença dos Estados Unidos no Brasil. (Dois séculos de história). 2 ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. p. 125.
23 RAMA, op. cit., p. 109
24 CARVALHO, Ronaldo de. Toda a América. Rio de Janeiro: Pimenta de Mello e Cia. 1926. p. 13.
25 NORDAU, Max. As mentiras convencionais da nossa civilização. Lisboa: Francisco Alves, 1900.
26 BANDEIRA, op. cit., p. 126.
27 OLIVEIRA, op. cit., p. 94.
28 BANDEIRA, op. cit., p.125.
29 Idem, p.130.
30 Idem, p. 133.
31 Idem, pp. 207-209
32 Cf. CARVALHO, Marta M. C. de. O debate sobre identidade na cultura brasileira nos anos 20: o americanismo de Anísio. In: SMOLKA, Ana l. B. e MENEZES, Maria C. (org.) Anísio Teixeira, 1900 - 2000: provocações em Educação. Campinas/SP: Autores Associados; Bragança Paulista: Universidade São Francisco, 2000. p. 53.
33 Idem, pp. 54-56.
34 Idem, p. 67.
35 Idem, p. 60-61.
36Carta escrita por Monteiro Lobato a Godofredo Rangel em 2 de agosto de 1904. In: LOBATO, Monteiro. A barca de Gleyre. 14. ed. São Paulo: Brasiliense, 1997. p. 44.
37LOBATO, Monteiro. América. 5a ed. São Paulo: Brasiliense. 1951. p.121.
38LOBATO, Monteiro. Jeca Tatu. A Ressurreição. Obras completas vol. 1, 16a ed. São Paulo: Brasiliense, 1971, pp. 170-177.
39Cf. BANDEIRA, op. cit., p. 146.
40 Idem, p. 200.
41 Idem, p. 210-211
42 OLIVEIRA, op. cit., p. 94.
43 FELGUEIRAS, Carmem Lúcia Tavares. Os arquitetos do futuro: Os Estados Unidos segundo Monteiro Lobato e Eduardo Prado. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, N. 27, 2001: 01-24.
44 LIMA, Oliveira. América Latina e América Inglesa ou a Evolução Brasileira comparada com a Hispano-Americana e com a Anglo-Americana. Revista Americana: uma iniciativa pioneira de cooperação intelectual (1909-1919). Brasília: Senado Federal, 2001. pp. 163-183.
45 SANTOS, op. cit., p. 80.
46 RODÓ, op. cit., p. 165
47 Idem, p. 162
48 RAMA, op. cit., p. 120.
49 SALGADO, P. Ariel e Caliban (1936) In: Madrugada do Espírito. Lisboa: Pro-Domo, 1946, pp. 177-184. pp. 180-181.
50 Idem, p. 183.
51VACCARO, op. cit., p. 14.
52 SALGADO, Plínio. Vida de Jesus. Obras Completas. 2º ed. São Paulo: Editora das Américas, s.a. I Tomo.
53 LIMA, Alceu Amoroso. Estudos; 4a Série. Rio de Janeiro: Centro D. Vital, 1931. p.21
54 Idem, p.27.
55 Idem, p.179.
56 Idem, p.182.
57 Idem, p.108.
58 Idem, p.182.
59 SERVA, Mário Pinto. A virilização da raça. São Paulo: Melhoramentos, 1923.
60 Idem, p.53.
61 Idem, p. 55.
62 Idem, p. 53.
63 Idem, p. 8
64 SERVA, Mário Pinto. Pátria Nova. São Paulo: Melhoramentos, 1922. p. 124.
65 Idem, p. 55.
66 Ver: FLORES, Maria Bernardete Ramos. Caliban e Ariel, acerca do anti-herói brasileiro. O Brasil varonil e a política de raça. In: PESAVENTO, Sandra Jatahy (Org.) História Cultural. Experiência de Pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003, pp. 83-106. Nacelebração da primeira travessia aérea Lisboa – Rio de Janeiro, em 1922, por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, o feito foi lembrado com uma imagem estampada na Revista da Semana, distribuída nas casas dos patrícios das colônias portuguesas do Rio de Janeiro e de São Paulo, na qual dois anjos beijavam-se através do Oceano Atlântico: do lado de Portugal, o anjo masculino; do lado do Brasil, o anjo feminino, respectivamente, envoltos na bandeira nacional de cada pátria representada.
67Cf. TOTA, Antônio Pedro. O imperialismo sedutor: a americanização do Brasil na época da Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Cia. das Letras, 2000. p. 27.
68 HOLANDA, Sérgio Buarque de. Santos Chocano. (1920) In: O Espírito e a Letra. Estudos de Critica Literária. 1920-1947. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. p. 54.
69_______. A decadência do romance (1921). In: O espírito ...,. op. cit., pp. 105-106.
70 _______. Ariel (1920). In: O Espírito..., op. cit., p. 42-46.
71Idem, p. 45.
72Idem, p. 45.
73 Cf. PRADO, Antônio Arnoni. Introdução. O Espírito...., op. cit., pp. 22-23.
74FLEISCHMANN, U. e ZIEBEL-WENDT, Z., op. cit., p. 104-105.
75Cf. CHALMERS, Vera Maria. O outro é um: o diagnóstico antropofágico da cultura brasileira. In: CHIAPPINI, op. cit., 107-123.
76 Cartas de Mário de Andrade a Prudente de Moraes, neto. 1924/36. [organizado por] KIUFMAN, Georgina Koifman; [apresentação de Antônio Cândido]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 215.
77KUJAWSKI, Gilberto de Mello. Idéia do Brasil. A arquitetura imperfeita. São Paulo: Editora SENAC, 2001.
78DA MATA, Roberto. Carnavais, malandros e heróis. 5 ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S. A., 1990, p. 54.

Published

2005-06-01

How to Cite

Ramos Flores, M. B. (2005). O mito de Caliban na interpretação do Brasil Acerca do americanismo na República Velha Brasileira. Diálogos Latinoamericanos, 6(11), 22. https://doi.org/10.7146/dl.v6i11.113638

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